Supercomputador caseiro
19 09 2007 Data : 19 September 2007 at 15:15Comentários : Sem Comentários »
Categorias : Hardware
SÃO PAULO - O Instituto de Física do RJ exibiu um documento em que a Dell impõe exigências políticas para vender PCs.
De acordo com o doutor em física Paulo Gomes, pesquisador do instituto ligado à Universidade Federal Fluminense, a Dell enviou ao órgão documentos proibindo os pesquisadores de usar seus PCs para produzir conhecimento que possa ser transferido para pessoas ligadas a países definidos como hostis aos Estados Unidos.
Um dos trechos do documento veta textualmente a colaboração dos consumidores da Dell com profissionais de países como Cuba ou Irã.
“Não transferiremos, exportaremos, ou re-exportaremos, direta ou indiretamente, quaisquer produtos adquiridos da Dell para: Cuba, Irã, Coréia do Norte, Sudão, e/ou Síria, ou a qualquer estrangeiro com dupla nacionalidade, ou a qualquer outro país sujeito a restrições sob leis e regulamentos aplicáveis onde não estejamos situados, sob o controle de um indivíduo natural ou residente deste país”, diz o texto, que deve ser assinado pelo comprador.
“Eu já comprei PCs da Dell no passado e até os acho muito bons. Mas não posso assinar um termo como esses. Aqui no Instituto, colaboramos com pesquisadores de diversos países. Eu mesmo tenho contato direto com cientistas de Cuba. Se a Dell me proibir de pesquisar livremente, simplesmente vou comprar PCs de outro integrador”, afirma professor Gomes.
Frente à exigência, Gomes exigiu então o dinheiro gasto em dois computadores Dell de volta, já que ele não assinaria o documento.
Como a Dell já havia entregue os computadores, resolveu deixar o caso de lado. Se quiser fazer novas compras, no entanto, os pesquisadores deverão assinar a carta compromisso antes de receber os produtos.
O professor diz que a exigência é descabida e que, no limite, fere a soberania do Brasil.
“Por que computadores produzidos no Brasil e comprados com dinheiro público do Brasil (no caso, verbas do Instituto) devem se submeter à política externa americana? Não estamos ganhando os computadores de presente, estamos pagando por eles”, diz.
Gomes afirma que encaminhou cópias do conteúdo do documento para a Sociedade Brasileira de Física e para o ministério da Ciência e Tecnologia.
“Eu acho que entidades públicas que financiam pesquisa e conhecimento devem pensar duas vezes antes de comprar um computador da Dell”, disse Gomes.
O professor nega que use os PCs em atividades perigosas. “Nossas pesquisas são na área de energia, não tenho nenhum estudo relativo à produção de armas”, diz.
Em nota, a Dell explica que, como empresa americana, agiu apenas obedecendo às leis de seu país, que exigem este tipo de procedimento.
“A Dell Computadores do Brasil Ltda., na qualidade de uma das empresas do Grupo Dell, deve seguir as leis e regulamentos de exportação tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos da América. Dentre as regras as quais estamos sujeitos, não podemos fornecer produtos ou serviços para pessoas (físicas ou jurídicas) oriundas de países que não possuam relações diplomáticas com os EUA e para utilização em atividades consideradas de alto risco”, diz a nota da Dell.
Fonte: Info Online
“SAN FRANCISCO - A AMD apresentou sua nova geração de microchips, com 4 núcleos de processamento.A estréia da linha Barcelona é uma aguardada iniciativa da empresa para recuperar fatias de mercado em relação a sua rival de maior porte, a Intel.Clientes da AMD como Dell, HP e Sun Microsystems já estão lançando computadores com os novos chips AMD Barcelona, e a fabricante de processadores já prevê os lucros vindos do novo processador.
A Intel recuperou mercado da rival nos últimos dois anos com o lançamento de novos produtos do projeto dual-core e quad-core, chips com dois e quatro núcleos de processamento, respectivamente.
“O que está em jogo aqui é a AMD parando de perder fatia de mercado e iniciando mais uma vez uma ofensiva contra a Intel”, disse o analista da Insight 64, Nathan Brookwood. “Essa é a questão central.”
A Intel lançou recentemente processadores de última geração para servidores, mas eram apenas versões mais rápidas, disse Brookwood, pontuando que os próprios chips da Intel - chamados de Nehala - com projeto similar aos processadores da AMD não devem chegar ao mercado em menos de um ano.
O novo chip da AMD é até 70 por cento mais rápido que seus antecessores e consomem a mesma quantidade de energia.
Além disso, os novos processadores têm como objetivo o mercado de servidores, no qual a AMD teve vantagem sobre a Intel nos últimos anos.”
Fonte: Info Online
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